O arcebispo de Braga alertou em Fátima para o impacto da crise económica em Portugal e no mundo, lamentando a instabilidade global provocada pelos conflitos armados.
“O custo de vida aumentou de forma generalizada, algo que se veio juntar às grandes dificuldades de alojamento e habitação que já se sentiam no nosso país”, disse José Cordeiro, na Missa da peregrinação internacional do 13 de outubro, que reuniu 100 mil pessoas na Cova da Iria.
O presidente da celebração defendeu que, “perante estas realidades, a pergunta sobre quem é Cristo” para ganha uma “particular atualidade”.
“Que significa seguir Cristo num mundo ferido pela guerra, pela insegurança e pela divisão? Significa não permitir que o medo ou o desânimo tenham a última palavra, mas deixar que o encontro com Cristo transforme também a nossa maneira de olhar o mundo e de estar nele”, sustentou.
O arcebispo primaz, que falou da necessidade de ser “peregrinos do essencial”, pediu que todos contribuam para a “pacificação” do mundo, a partir do seu quotidiano.
“Nós podemos rezar pela paz e pela conversão dos corações daqueles que propagam a guerra e os interesses a ela associados. Todavia, precisamos de pacificar o nosso coração, rejeitando as lógicas de poder e de procura do bem próprio, rejeitando os conflitos e discussões que tantas vezes se instalam entre nós pelos motivos mais fúteis”, declarou D. José Cordeiro
“A paz pela qual rezamos começa dentro de nós”, acrescentou o vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.