Carlos Gonçalves desafia autarcas a colocar português na agenda eleitoral francesa
No âmbito do Congresso da Associação de Autarcas Portugueses de França (CÍVICA), realizado no emblemático espaço do Senado francês, Carlos Gonçalves, deputado do PSD eleito pelo círculo da Europa, participou num painel dedicado ao debate sob o tema “Participação de cidadãos, autoridades locais e desafios da democracia”. O painel foi moderado pelo presidente da Associação, Paulo Marques, e contou igualmente com a participação de Ludovic Mendes, deputado à Assembleia Nacional francesa.
Durante a sua intervenção, o parlamentar social-democrata abordou “a situação política portuguesa” e partilhou a sua “perspetiva sobre a atualidade política francesa”.
Carlos Gonçalves enalteceu a proximidade e cooperação entre as duas nações, destacando “a excelência das relações bilaterais entre Portugal e França, recentemente reforçadas com a assinatura de um Tratado de Amizade e Cooperação, que abrange diversas áreas da governação e da política externa”.
No entanto, o deputado fez questão de frisar que a força dessa aliança reside sobretudo na diáspora: “O grande pilar desta relação é a comunidade portuguesa em França, cuja importância social, económica e política é hoje incontornável e constitui um ativo estratégico para os dois países”.
Aproveitando o contexto político em França e a presença de vários autarcas e representantes de origem portuguesa, Carlos Gonçalves lançou um repto para o período do debate político que se avizinha: “Aproveitei ainda esta oportunidade para lançar um desafio aos eleitos de origem portuguesa: que aproveitem este período de debate que antecede as eleições presidenciais francesas para interpelarem os diferentes candidatos sobre a necessidade de reforçar a oferta do ensino da língua portuguesa no sistema educativo francês”, disse.
Para o parlamentar, a aposta na vertente educativa e linguística é fundamental para garantir o futuro das ligações entre os dois países.
No final do encontro, Carlos Gonçalves sintetizou a iniciativa como “um bom momento de diálogo e partilha, num espaço emblemático da democracia francesa”, reafirmando o compromisso com os portugueses residentes no estrangeiro e o reforço da presença da língua portuguesa nas instituições públicas francesas.