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Mosaicos romanos de Conímbriga e Rabaçal em colóquio nos Estados Unidos

© Princeton University

 Os mosaicos romanos de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, e do Rabaçal, em Penela, vão ser tema de uma comunicação no Colóquio Internacional sobre o Mosaico Antigo, que decorre esta sexta-feira e no sábado nos Estados Unidos.

“Vamos ter a possibilidade de chamar a atenção de que em Portugal, no extremo do Império Romano ocidental, chegavam mosaicistas com influências várias, mas nós agora particularizámos este caso da Villa Romana do Rabaçal”, explicou à agência Lusa o investigador independente Miguel Pessoa.

O colóquio realiza-se na Universidade de Princeton, no estado norte-americano de Nova Jersey, e é organizado pelo Museu de Arte da Universidade de Princeton e pela secção norte-americana da Associação Internacional para o Estudo dos Mosaicos Antigos (AIEMA).

O encontro é dedicado ao tema “Novas pesquisas sobre mosaicos e pinturas murais: contexto histórico e apresentação moderna” e conta com representantes de instituições universitárias, museus e investigadores independentes dos Estados Unidos, bem como da Bulgária, França, Canadá, Turquia, Inglaterra e Portugal.

Caberá a Miguel Pessoa, antigo diretor do Museu Nacional de Conímbriga e membro da direção da Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação do Mosaico Antigo (APECMA), a comunicação intitulada “Ecos de Antioquia: Luxo oriental e estética Proto-bizantina nos mosaicos das Estações do Ano da Villa romana de Rabaçal, Ciuitas de Conímbriga, Conuentus Scallabitanus, Lusitânia (Penela – Portugal)”.

“Vamos tentar mostrar que há mosaicos em Conímbriga e Rabaçal com influência do Oriente, nomeadamente com coisas muito semelhantes ao que se encontra em Antioquia [na atual Turquia]”, explicou.

Segundo Miguel Pessoa, o conjunto das Estações do Ano de Conímbriga e do Rabaçal “são totalmente diferentes”, porque são escolas, formas e de tempos diferentes: os do Rabaçal são “do século IV, já quase V”, e os de Conímbriga do “século II, início do III”.

“Também têm, no ponto de vista artístico, formas de abordar a representação humana diferentemente”, notou, salientando ser bom ter representações “que se possam diferenciar e mostrar como há uma evolução na representação”.

Esta participação é considerada como uma forma de procurar apoios para o Movimento para a Promoção da Candidatura de Conímbriga a Património Mundial da UNESCO, que Miguel Pessoa também integra.

“Não podemos deixar cair essa ideia. Já fizemos várias tentativas, elas têm sido melhoradas, e agora era necessário um novo fôlego e estarmos num debate internacional também é uma forma de procurar apoios para esse movimento”, concluiu.

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