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Moçambique: Parlamento discutiu caso de empresário português raptado

A Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), principal partido da oposição, questionou o Governo moçambicano, no parlamento, sobre a investigação ao caso do empresário português Américo Sebastião, raptado na zona centro do país em 2016.

“Como está o caso Américo Sebastião? O Governo recebeu ou não a manifestação de interesse das autoridades portuguesas de ajudarem na investigação e esclarecimento do caso Américo Sebastião”, questionou António Muchanga, deputado da Renamo.

A procuradora-geral da República (PGR) de Moçambique, Beatriz Buchili, disse em abril não ter recebido nenhum documento formal da sua homóloga portuguesa, depois de a PGR portuguesa ter anunciado que disponibilizava apoio à investigação e de o ter reafirmando posteriormente.

“Será que as autoridades portuguesas mentiram aos órgãos de informação? Podemos assumir que a Procuradoria de Portugal mentiu? E o Presidente de Portugal também mentiu? Qual é a verdade”, continuou António Muchanga.

O executivo moçambicano esteve no parlamento a responder às perguntas dos deputados, mas até ao fim da sessão não houve esclarecimentos sobre a questão relacionada com o caso Américo Sebastião.

O empresário foi raptado numa estação de abastecimento de combustíveis na manhã de 29 de julho de 2016, em Nhamapadza, distrito de Maringué, na província de Sofala, no centro de Moçambique.

O crime foi perpetrado por homens fardados, que algemaram o empresário e o colocaram dentro de uma das duas viaturas descaracterizadas com que deixaram o posto de combustíveis, segundo testemunhas.

A esposa, Salomé Sebastião, desencadeou várias petições e contactos ao mais alto nível.

No início do ano, a PGR mandou avocar o processo, que tinha sido encerrado, pela Procuradoria Provincial de Sofala, no centro de Moçambique, alegadamente por falta de elementos, sem que até hoje tenha havido desenvolvimentos.