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Guadalajara contribui para mais literatura portuguesa em livrarias estrangeiras

Para a ministra da Cultura, Graça Fonseca, a “felicidade máxima” é saber que nos próximos anos poderá haver mais literatura portuguesa em livrarias estrangeiras, por causa da Feira do Livro de Guadalajara, que abriu este sábado no México.

“Mais do que conhecer quem é a ministra da Cultura em 2018, é que daqui a dois anos mais autores portugueses estejam numa livraria e essa é a felicidade máxima”, disse aos jornalistas depois de uma manhã de discursos e cerimónias oficiais de abertura da 32ª. Feira Internacional do Livro de Guadalajara, na qual Portugal é país convidado.

Quem entrar na feira, descrita como a maior da América Latina, a primeira coisa que encontrará é Portugal, num espaço onde estão disponíveis centenas de livros, em português e em espanhol, para consulta e venda, e será possível dialogar, até ao dia 02 de dezembro, com cerca de 40 autores nacionais.

No topo do pavilhão sobressaem longas faixas nas quais estão reproduzidas as assinaturas de nomes relevantes da cultura portuguesa, de Fernando Pessoa a José Saramago, de António Lobo Antunes a José Cardoso Pires, de Almada Negreiros a Afonso Cruz.

“O que eu gostava mesmo era que fosse um êxito de vendas de livros, que as pessoas viessem às sessões e vissem os nossos autores”, disse hoje aos jornalistas a comissária da presença portuguesa, Manuela Júdice.

A feira conjuga uma vertente de negócios editoriais, com centenas de editoras de 47 países, com a vertente de feira do livro aberta ao público, tendo registado em 2017 cerca de 800 mil visitantes.

No discurso inaugural, Graça Fonseca considerou esta participação em Guadalajara como “um encontro capaz de potenciar o valor fundamental do diálogo, seja entre futuro e passado, entre consagrado e emergente, seja entre o México e Portugal”.

Portugal já foi país convidado em cerca de uma dezena de feiras internacionais, como Frankfurt, Rio de Janeiro e Bogotá. Questionada sobre a possibilidade de também se investir na internacionalização da literatura portuguesa na China, a ministra disse que é “um mercado difícil”.

“Mas é um mercado em que temos de trabalhar até pelas relações entre Portugal e China. O próximo ano será uma boa oportunidade de o fazer. Há um programa cultural e será uma boa oportunidade para fazer uma plataforma e ter alguns autores portugueses presentes”, disse.

Até ao dia 02 de dezembro, Portugal terá uma programação extensa com apresentações de livros, sessões de poesia – já esgotadas – conversas com autores, concertos, dança, teatro, cinema e exposições.