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O último rock’n’roll de Chuck Berry

O lendário guitarrista norte-americano Chuck Berry morreu sábado aos 90 anos, em casa, na cidade de St Charles, no estado do Misouri, anunciou o departamento de polícia local.

A notícia foi confirmada ao jornal britânico The Guardian por um porta-voz do departamento da polícia de St Charles, que tinha avançado a informação na sua página na rede social Facebook.

Chuck Berry, uma lenda do ‘rock and roll’, tinha anunciado em outubro, por altura do seu 90.º aniversário, que iria editar um novo álbum.

A polícia de St Charles adiantou ter respondido a uma chamada de emergência pelas 12:40 locais. O óbito de Chuck Berry foi declarado às 13:26 locais, depois de lhe terem sido aplicadas manobras de reanimação.

Charles Edward Anderson Berry nasceu a 18 de outubro de 1926 na cidade de Saint Louis, no Misouri, e começou a tocar guitarra no liceu.

Na adolescência foi preso por tentativa de roubo e passou três anos num centro educativo, depois disso trabalhou durante algum tempo numa fábrica.

A carreira musical começou aos 15 anos, quando tocou uma versão de “Confessin’ the Blues”, de Jay McShann, numa festa da escola que frequentava.

Na década de 1950, Chuck Berry começou a dedicar-se à música a tempo inteiro. Nessa altura, formou um trio com o baterista Ebby Harding e o teclista Johnnie Johnson.

Em 1957, editou o seu primeiro álbum de originais, “After School Session”.

O último, “Rock it”, data de 1979. Apesar disso, a música de Chuck Berry manteve-se viva noutras décadas, tendo feito parte da banda sonora de filmes como “Regresso ao Futuro” e “Pulp Fiction”.

Em 1977, a agência espacial norte-americana NASA enviou para o espaço dois discos com música representativa do que era criado na Terra. Entre as escolhas estava “Johnny B.Goode”, de Chuck Berry, a única canção de ‘rock and roll’ na lista.

O músico foi também responsável, entre outros sucessos, por “Sweet Little Sixteen” e “Roll Over Beethoven”.

Em palco criou uma maneira de andar que músicos como Angus Young, dos AC/DC, imitaram.

Sobre ele, Stevie Wonder disse ser o “único verdadeiro rei do rock and roll”. Já John Lennon defendia que se “se tivesse de dar um outro nome ao ‘rock and roll’ poder-se-ia chamar-lhe Chuck Berry”.

Num livro editado no passado, “But What If We’re Wrong?”, sobre o que vai permanecer da cultura ‘pop’ para o futuro, o crítico Chuck Klosterman nomeou Chuck Berry como a derradeira figura do rock: “A figura de Chuck Berry é a mais pura destilação daquilo que entendemos como música rock. As canções que fez são essenciais, mas secundárias em relação a quem ele foi e por que as fez. Ele é a ideia em si”.