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Portugal vai ampliar apoio à formação profissional em São Tomé

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O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Portugal anunciou que vai reforçar o apoio à formação profissional em São Tomé e Príncipe com a inauguração de novos cursos e instalações para responder ao aumento da procura.

O presidente do IEFP, Domingos Lopes, que está em São Tomé, onde se encontrou com o primeiro-ministro, Américo Ramos, destacou que o Centro de Formação Profissional de São Tomé e Príncipe tem tido “maior visibilidade e aceitação por parte da população”.

“Vamos fazer uma ala nova, vamos construir um pavilhão novo, reforçar as salas (…) para poder integrar mais jovens, mais candidatos à formação, porque a disponibilidade é limitada”, explicou Domingos Lopes.

Ao mesmo tempo, o presidente do IEFP disse que a cooperação continuará na perspectiva de “capacitar os quadros do centro, formar formadores”, e criar novas áreas de formação, contribuindo sempre para a auto sustentabilidade das instituições e dos países.

Entre os novos cursos que poderão ser desenvolvidos em São Tomé, o presidente do IEFP destacou a mecatrónica automóvel, admitindo que “há muita procura, nomeadamente os carros elétricos ou mais eletrónicos em que há pequenas avarias e não há capacidade instalada para os recuperar”.

“Portanto, aqui há um grande potencial de empregabilidade das pessoas que façam essa formação e há necessidade de esses carros serem recuperados”, sublinhou.

Domingos Lopes acrescentou que o objetivo do IEFP é ajudar a congénere são-tomense a disponibilizar “respostas formativas e possibilidades de capacitação da população para melhor integrar no mercado de trabalho” de São Tomé e Príncipe, sem descartar a absorção daqueles que optarem pela imigração.

“É evidente que não havendo capacidade instalada para absorver todas essas pessoas, e conjunturalmente em Portugal estamos numa situação de facto de uma escassez significativa de mão de obra, não significa que fechamos as portas”, sublinhou Domingos Lopes, acrescentando que Portugal privilegia a emigração laboral de cidadãos oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

No entanto, Domingos Lopes esclareceu que São Tomé e Príncipe e Cabo Verde não são as prioridades de Portugal para projetos de mobilidade laboral para fazer face à falta de mão de obra, sendo que, para o caso, Portugal tem apostado em países “que têm uma população icomensuravelmente maior”, nomeadamente Angola e Moçambique, onde existe “potencial de satisfação sem prejudicar os países”.

“Aqui em Santo Tomé claramente o nosso objetivo é manter a cooperação que temos para capacitar as pessoas, porque se as pessoas estiverem capacitadas, puderem exercer uma profissão com melhor qualidade, é bom para as suas vidas, que é aquilo que importa”, sublinhou.

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