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Poema chato

Poema que talvez mereça uma estátua,
Poema de pedra no sapato ou na comunidade,
Este advogado é um chato, um juiz acanhado
Sem eira nem beira, sem sentenças concretas.

Este encenador é orgulhoso e pro-falsete
É um xadrezista e malabarista pro-alpista
Era para ser um dramaturgo mas a soberba
O levou a ficar a pé e de bicicleta .

Este poema é um cão, silencio que grita
Este poema é um eco puxado a amor e sal
Também uma estátua de talento que agita
Monstros escritores e jornalistas num arraial.

Este poema é canoa que navega nas águas do desejo
É filho das letras e de autentico romantismo
Tem olhos de águia no tempo, e tempo para um beijo.

O poema descreve lutas, anuncia a paz dos cativos
Quebra preconceitos e abre peitos de frágua
Planta ideias novas para todos estarmos vivos
E aponta um futuro risonho, com olhos rasos de água.

Estes poema é granito, palavras auto-digestivas
Simples, nunca enigmáticas, mas sempre lúcidas,
Interroga os vivos e tem ideias sempre vivas!

José Valgode

 

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