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Papa denuncia a “doença do consumismo”

O Papa Francisco alertou no Vaticano para a “doença” do consumismo e disse que todos podem contrariar esta tendência da sociedade, com pequenos gestos de partilha para com os mais pobres.

“É uma doença grande, o consumismo, nos dias de hoje. Não digo que todos façamos isso, não, mas o consumismo, gastar mais do que o que precisamos, uma falta de austeridade de vida, tudo isto é inimigo da generosidade”, declarou, na homilia da Missa a que presidiu na Capela da Casa de Santa Marta, esta manhã.

Francisco sublinhou que a “generosidade material”, a ajuda aos necessitados, faz “alargar o coração”.

O Papa assinalou que, por causa das suas mensagens sobre ricos e pobres, alguém poderia “etiquetar” Cristo como “comunista”, mas descartou quaisquer intenção política por trás destas advertências.

“O Senhor, quando dizia essas coisas, sabia que por trás das riquezas havia sempre o espírito maligno: o senhor do mundo [referência ao diabo]”, observou, destacando que, segundo o Evangelho, “não se pode servir a dois senhores, servir Deus e servir as riquezas”.

A intervenção elencou “pequenas coisas” que todos podem fazer, como oferecer pares de sapatos ou peças de roupa que não usa ou só utiliza esporadicamente.

“É um modo de ser generoso, de dar o que temos, de compartilhar”, precisou o pontífice.

O Papa concluiu com uma oração, para que Deus liberte todos da dependência do gastar.

“Peçamos esta graça ao Senhor: a generosidade, que alarga o nosso coração e nos leva à magnanimidade”.

Após a Missa, o Papa Francisco presidiu a uma reunião dos chefes de dicastérios da Cúria Romana, informou o Vaticano, sem adiantar mais pormenores sobre o encontro.