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Luxemburgo: Domingo vamos ao cinema ver dois filmes sobre emigração

Domingo, 8 de novembro, vamos ao cinema ver duas produções apresentadas pelo BOM DIA, numa sessão com início às 17h00, no Ciné Utopia, na capital luxemburguesa. “Nunca haverá imagens suficientes“, de Philippe Machado Domingues e “O mercado da saudade“, realizado por Diogo Martins e Afonso Reis.

“Nunca haverá imagens suficientes“, de Philippe Machado Domingues é um documentário que faz parte do projeto Sem Fronteiras do BOM DIA e que o realizador luso-francês, descreve como uma viagem pelas suas memórias cada vez mais ténues para conseguir despedir-se. “Nunca haverá imagens suficientes” é um ensaio emocional e intimista sobre o luto, a emigração e a identidade. Philippe Machado Domingues é luso-francês e rodou esta obra em Paris e em Monção.

O outro documentário foi rodado no Luxemburgo e em Santarém. “O mercado da saudade” foi realizado por Diogo Martins e Afonso Reis, que acompanharam o dia a dia de um casal português no Luxemburgo, Alfredo e Catarina, retratando as suas dificuldades e alegrias e a preparação de um grande momento: o regresso definitivo a Portugal.

“Nunca haverá imagens suficientes” tem agora estreia no Luxemburgo, depois de ter conhecido a sua ‘première’ na região parisiense, onde o realizador nasceu e cresceu. “O mercado da saudade” conhece neste domingo a sua estreia. mundial. Os três realizadores estarão presentes na projeção de domingo para um debate com o público.

Para garantir o seu lugar para a projeção dos dois documentários, clique aqui.

A projeção dos documentários integra-se na 17.ª edição do Festival de Cinema Português que decorre de 6 a 13 de novembro, com sessões no Ciné Utopia e no Cercle Cité. Organizado pela Embaixada de Portugal e pelo Camões – Centro Cultural Português no Luxemburgo, o festival abre na sexta-feira, 6 de novembro, às 18h30, no Ciné Utopia, com “Santo António, o casamenteiro de Lisboa”, de Ruben Alves. A sessão inaugural contará com a presença do realizador. A comédia, com 119 minutos, aborda os desafios enfrentados por dois funcionários municipais responsáveis pela organização dos Casamentos de Santo António, perante a intenção de uma empresa estrangeira de transformar o evento tradicional. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

No sábado, 7 de novembro, às 18h30 no Ciné Utopia, será exibido “A memória do cheiro das coisas”, realizado por António Ferreira em 2025, com 101 minutos. O filme conta com a interpretação de José Martins, distinguido com o prémio de melhor ator no Festival Internacional de Cinema de Xangai.

A programação prossegue com os dois documentários acima referidos no domingo, no cinema Utopia, continuando na segunda-feira, 9 de novembro, às 19h00, no Cercle Cité, com “Mudar de vida”, filme de Paulo Rocha realizado em 1966, com 94 minutos. A obra integra a história do cinema português e será apresentada com legendas em francês.

Na terça-feira, 10 de novembro, estão previstas duas sessões no Cercle Cité. Às 18h30 (hora local) será exibido “Cartas telepáticas”, de Edgar Pêra, filme de 2024 com 70 minutos, descrito como uma obra poética e experimental. Às 20h00, o programa continua com “Lavagante”, de Mário Barroso, drama de 2025 com 92 minutos. A atriz principal e o argumento adaptado do filme receberam o Prémio Sophia nas respetivas categorias.

Na quarta-feira, 11 de novembro, às 19h00 (hora local), será a vez de “Great Yarmouth, Provisional Figures”, de Marco Martins. O drama, realizado em 2022 e com 113 minutos, foi distinguido no Festival do Filme de Guadalajara, onde recebeu os prémios de melhor atriz e de melhor argumento.

O encerramento está marcado para sexta-feira, 13 de novembro, às 19h00 (hora local), no Cercle Cité, com “Playback”, de Sérgio Graciano. A biografia musical, realizada em 2026 e com 90 minutos, será apresentada na presença do produtor José Amaral.

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