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Comunidade portuguesa em debate no Canadá

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Vários especialistas vão debater os problemas que a comunidade portuguesa no Canadá enfrenta para analisar os erros do passado e perspetivar um futuro melhor.

“Muito sabem que temos problemas na comunidade, mas ninguém dá nenhum passo em frente para os discutir, para saber como podemos melhorar, ou reconhecer os erros que foram cometidos e de prever o futuro. Esta conferência de cinco painéis pretende analisar o passado, o presente e perspetivar o futuro. É essa a preocupação”, afirmou à agência Lusa Norberto Aguiar, de 69 anos.

A conferência “Comunidade – uma Visão do Passado, do Presente e do Futuro”, realiza-se este fim de semana, na Casa dos Açores do Quebeque, em Montreal, na sequência do aniversário da LusoPresse e da LusaQ TV.

O proprietário e fundador destes órgãos de comunicação social comunitária, em Montreal, está no Canadá desde 1975.

O empresário explicou que é já uma tradição “organizar este tipo de discussões” e que para esta edição estão planeados cinco painéis sobre Emigração e Imigração, Juventude, Mulheres, Comunidades, Imprensa, Música, Artes e Literatura.

“Só de Portugal vão participar 25 elementos, além dos Estados Unidos, doutras áreas do Canadá, e também da província do Quebeque”, salientou.

Estão confirmadas as participações do professor Catedrático da Universidade da Colúmbia Britânica José Carlos Teixeira, do diretor-adjunto do Diário de Notícias, Leonídio Paulo Ferreira, do professor da Universidade Católica José Henrique Silveira de Brito, dos escritores portugueses Daniel Bastos e Pedro Almeida Maia, da professora e escritora brasileira Lélia Nunes, da professora e Leitora de Português no Estrangeiro Aida Batista e do professor Onésimo Teotónio Almeida, coordenador da conferência. 

Para Norberto Aguiar, os órgãos de comunicação social “têm uma responsabilidade social na comunidade”, embora reconheça que há outras entidades com um maior “poder económico”, que podem trazer “outros resultados” aos desafios da comunidade.

“Estamos constantemente a promover iniciativas que têm interesse para a comunidade. Não podemos ficar de braços cruzados perante os problemas e esperar que as resoluções caiam do céu”, lamentou.

A conferência culmina no domingo, na Casa D’Italia, em Montreal, com um jantar de encerramento e entrega dos Prémios Corte-Real de 2023, que vão reconhecer seis figuras da comunidade portuguesa, incluindo uma homenagem a título póstumo ao escritor Manuel Carvalho.

Segundo Norberto Aguiar, devem existir cerca de 60 a 70 mil portugueses e lusodescendentes no Quebeque uma comunidade que “está integrada na sociedade canadiana”.

“Não é só na indústria da limpeza, ou da construção, já há médicos, engenheiros, advogados, administradores. É uma comunidade mais evoluída, mas os problemas existem, daí que tentamos debater esses mesmos desafios”, concluiu.  

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