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As pessoas vivem cada vez mais tempo; os electrodomésticos não

As pessoas vivem cada vez mais tempo, mas o tempo de vida de um electrodoméstico é inversamente proporcional à esperança média de vida de um ser humano. Os seja, enquanto as pessoas vivem mais tempo, os electrodomésticos duram menos anos.

Há uns cinquenta anos, um aspirador, uma televisão ou o que quer que fosse, era para durar uma vida inteira e não dois ou três anos.

Falo-vos disso porque há uma máquina de café expresso das minhas relações que trabalha, no máximo, dois meses por ano e há uns dias teve que fazer horas extraordinárias e pifou! “Já tem uns três quatro anos” referiu alguém dando a entender que a máquina estaria velha e portanto teria cumprido o seu papel entre o mundo dos vivos.

Eu daquelas pessoas que não tomam muitos cafés, bastam dois por dia e há dias que me esqueço. No entanto, para a Ana, o motor de arranque é a cafeína e depois de várias tentativas em que a máquina acendia luzes vermelhas e não deitava café, depois de se desligar a gaja e voltar a ligar, verificar se tem água e tudo o mais, resolvi ir comprar uma máquina novo porque a minha querida esposa está a ficar de mau humor.

Comprei uma máquina que custou 59,99€ e hoje em dia os senhores dos preços chegaram à conclusão que possuem clientes estúpidos e os preços acabam todos no algarismo nove. Foi chegar a casa e afirmar que tinha comprado a máquina que a “defunta” de repente começou a tirar cafés de forma muito entusiasmada. Afinal a fulana estava era amuada porque, coitadinha, tinha trabalhado bastante no dia anterior e ninguém lhe dava valor. Como nessa casa só lá passo uma semana por ano, voltei a meter a máquina nova dentro da mala do carro e depois logo se verá. Talvez vá passeá-la pela casa da minha sogra, só para a máquina de café lá existente, fique a saber que já tem substituta e entrar em grave, faço como o Costa e peço a um militar que leve a máquina nova de novo lá a casa.