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E se este português ganhasse a Vuelta?

O ciclista português Nelson Oliveira participa na Volta a Espanha, que arrancou este fim-de-semana e decorre até 10 de setembro, à procura de “uma vitória em etapa”, depois de a ‘sua’ Movistar deixar de fora as maiores figuras.

O ciclista de 28 anos explicou que a preparação “tem corrido como planeado”, tendo feito vários dias de treino em altitude antes de descansar para uma prova que vai ser “totalmente diferente dos outros anos” para a sua equipa, que não contará nem com Alejandro Valverde, campeão em 2009 e lesionado depois de uma queda durante a Volta a França, nem com o vencedor de 2016, o colombiano Nairo Quintana, que correu a Volta a Itália, onde foi segundo, e o ‘Tour’, que terminou em 12.º.

A estratégia da equipa, que apostou em vários jovens valores, como Marc Soler, que deve liderar a equipa, mas também no ‘veterano’ Dani Moreno ou o colombiano Carlos Betancur, vai depender da prestação durante os primeiros dias da prova.

“Depende da primeira semana, se realmente estiver alguém bem na geral, provavelmente caberá a mim (trabalhar para um líder), se não talvez ir por uma vitória em etapa, nas fugas tentar olhar um bocadinho para mim”, apontou o ciclista natural de Anadia.

Sendo a Vuelta a prova das ‘três grandes’ em que tem o melhor registo em grandes voltas, com um 21.º lugar em 2015, ano em que venceu a 13.ª etapa, Nelson Oliveira não esconde o prazer de competir numa corrida que “está cada vez mais dura”.

Depois de ter corrido o ‘Tour’ em 2016, no primeiro ano na Movistar, Oliveira regressa agora a ‘Vuelta’. Em 2015 disputou as duas, mas foi em Espanha que se sentiu mais à-vontade, até por se dar “muito melhor no final da temporada do que no início”.

Quanto ao contrarrelógio, o seu exercício predileto, em que foi sétimo nos Jogos Olímpicos Rio2016, Nelson Oliveira vai à espera de descobrir “como o corpo vai reagir”, depois de ter passado os últimos tempos a treinar em altitude.

“Gosto bastante do contrarrelógio, foi a especialidade que me fez ciclista. Os 40,2 quilómetros (do ‘crono’ da 16.ª etapa) são uma boa referência, mas o último que fiz foi na Suíça e não correu grande coisa. Tenho vindo a trabalhar bastante na montanha, e quero saber como o corpo vai reagir a tanto tempo sem contrarrelógio”, explicou Oliveira, quatro vezes campeão português de ‘crono’ (2011, 2014, 2015, 2016) e uma de fundo (2014).

A 72.ª Volta a Espanha em bicicleta arrancou este sábado, na cidade francesa de Nimes, com um contrarrelógio por equipas, e termina a 10 de setembro, em Madrid.