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China mais acessível para empresários portugueses

 O secretário-geral adjunto do Fórum Macau defendeu que a abertura da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, na próxima semana, vai ajudar os empresários lusófonos a entrarem nas regiões que têm “parte significativa do Produto Interno Bruto” chinês.

“Para os empresários dos países de língua portuguesa é naturalmente uma forma de entrar na China de uma forma mais eficaz e direta junto das regiões da China que têm hoje uma dinâmica e uma expressão muito significativa”, afirmou à Lusa Rodrigo Brum, à margem da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), o maior evento para a promoção do comércio e investimento do território.

Com a abertura agendada para terça-feira, a ponte é um marco do projeto de integração regional da Grande Baía, que visa criar uma metrópole mundial a partir dos territórios de Hong Kong, Macau e nove localidades da província chinesa de Guangdong (Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing).

“Estamos a falar de uma parte significativa do Produto Interno Bruto chinês e da população empresarial da China”, sublinhou o secretário-geral adjunto indicado pelos países de língua portuguesa.

O papel do Fórum é “apoiar as ligações que existem entre empresários entidades” dos países lusófonos e da China, com o objetivo de levar os empresários a concretizar negócios, apontou Rodrigo Brum, acrescentado que agora, com a abertura da nova ponte, o fórum dará “algum enfoque adicional nesta região em particular”.

A estrutura principal da ponte mede 29,6 quilómetros, com uma secção em ponte de 22,9 quilómetros e um túnel subaquático de seis vírgula sete quilómetros, numa extensão total de 55 quilómetros e vai reduzir o tempo de viagem entre Hong Kong e Zhuhai, província adjacente a Macau, de três horas para apenas 30 minutos.

Em relação aos desafios que os empresários lusófonos enfrentam na China, Rodrigo Brum apontou para o facto de o mercado chinês ser “enorme e também muitíssimo dinâmico especialmente nestes últimos anos”.

“Isto obviamente cria algum desequilíbrio que implica mais esforço e uma necessidade de os países acompanharem esta dinâmica”, acrescentou.

Na opinião do secretário adjunto, as empresas lusófonas devem apostar no comércio eletrónico. “A China já é hoje no mundo o principal país de comércio eletrónico, já terá mesmo ultrapassado os 50% das transações eletrónicas mundiais”, disse, defendendo estar “na altura de os países de língua portuguesa desenvolverem esta ferramenta para abordarem o mercado chinês”.

Ao mesmo tempo que decorre a maior feira para a promoção do comércio e investimento em Macau, em paralelo e no mesmo espaço decorre também a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX).

“É uma oportunidade para as empresas que aqui estão de se relacionarem com as empresas que estão presentes aqui na feira, não só de Macau, mas também da China”, concluiu Rodrigo Brum.

O Fórum Macau, criado em 2003 pelo Governo chinês, é um mecanismo multilateral de cooperação intergovernamental onde participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, tem como objetivo a consolidação do intercâmbio económico e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, utilizando Macau como plataforma de ligação entre estes países.