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Telenovela portuguesa ganha Emmy

A telenovela portuguesa “Ouro Verde”, da produtora Plural Entertainment Portugal, foi distinguida na segunda-feira nos International Emmy Awards, em Nova Iorque, numa noite em que a protagonista foi a série espanhola “A Casa de Papel”.

“Ouro Verde”, da autoria de Maria João Costa e protagonizada por Diogo Morgado e Joana de Verona, disputava a categoria Telenovela com “Cesur ve Guzel”, “Istanbullu Gelin”, ambas da Turquia, e “Paquita La Del Barrio”, do México.

“Ouro Verde” foi emitida na TVI entre janeiro e outubro do ano passado.

A primeira telenovela portuguesa distinguida com um Emmy Internacional foi “Meu Amor”, em 2010, emitida na TVI e protagonizada por Margarida Marinho, Alexandra Lencastre e Rita Pereira.

No ano seguinte, Portugal voltou a vencer na categoria Telenovela dos Emmy Internacional, com “Laços de Sangue”, telenovela emitida na SIC e protagonizada por Joana Santos, Diana Chaves e Diogo Morgado.

Depois disso, Portugal somou apenas nomeações naquela categoria: “Remédio Santo” (TVI) e “Rosa Fogo” (SIC), em 2012, “Belmonte” (TVI), em 2014, e “Mulheres” (TVI), em 2015.

Na 46.ª edição dos Emmy Internacional, que decorreu em Nova Iorque, a série espanhola “A Casa de Papel” chamou a si todas as atenções ao vencer na categoria “melhor série dramática”, uma das mais importantes.

“La Casa de Papel”, transmitida no país vizinho pela emissora Atresmedia, enfrentava outras três ficções: “Urban Myths”, do Reino Unido, “Inside Edge”, da Índia, e “Um Contra Todos”, do Brasil.

“É o culminar de muitas horas de trabalho”, disse à agência Efe a diretora de ficção da Atresmedia, Sonia Martinez, minutos após receber a estatueta.

“Esta é a última paragem de um ano incrível e um sonho que nunca sonhámos”, disse o criador da série, Álex Pina.

Pina descreveu a série, a mais bem-sucedida da Netflix em língua não-inglesa, como “entretenimento puro”.

O projeto, prometeu, vai continuar agora com “ainda mais força” .

Outra das estrelas da noite foi a minissérie chilena “Uma história necessária”, que conta, em 16 capítulos, histórias que ocorreram durante a ditadura militar de Augusto Pinochet.

“A nossa motivação em a produzir é poder impactar as novas gerações e lembrar as mais velhas o quão importante é ter memória do que aconteceu no nosso país”, disse à Efe o diretor e produtor executivo do projeto, Hernán Caffiero.

“Especialmente no momento em que o discurso de ódio e a violência estão tão presentes nos momentos de hoje”, sublinhou.

Fundada em 1969, a Academia Internacional das Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos é uma organização que está representada por membros de mais de 60 países e de cerca de 500 empresas da indústria televisiva.

Na 46.ª edição dos Emmy Internacional, a decorrer em Nova Iorque, serão entregues prémios em 11 categorias, nas quais estão nomeadas produções e personalidades de 20 países.