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Simetrias

Conheço a simetria da minha barriga
Não a de um cometa ou de outro planeta
Talvez Vénus, Mercúrio que tem talvez água,
Que é essa treta? Fiquei alegre e com mágoa.

Simetria: qual? Talvez o rastro duma estrela
Que ficou em trova e pedaços de asteroides!
Simetria, conheço simplesmente a pura alegria
Quando soletro versos e solicito puros gritos.

Simetria: um poema nato para o mês de Abril
Com um largo sorriso que quase me mata
E desata em mim uma letra grande e tamanha
Como uma barriga obesa sem simetria.

Simetria: a de teu corpo, ou da minha
Barriga. Que coisa linda, talvez feia e inestética ..
A simetria do Sol, dos sóis tão vermelhos
Talvez dos Ícaros? Te vejo formosa Vigília.

Simetria: só conheço a da minha linda barriga
Simetria: que tolice Maria Alice, tu não és obesa,
E comes batatas fritas, à sobremesa homens-fortes
Cozido à portuguesa e bebes muita Coca-Cola.

De tarde saboreia este meu poema suculento
Com toucinho vinho do porto e algum talento.
Deixa as simetrias. Essas levas o vento.
Simetrias? Quais? As tuas, ou as minhas? !

José Valgode

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.