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Quero sim, eu quero!

Quero, ó quero sim sentir o palpitar de cada poema
Quero sim, ó quero poder observar tua diligencia
Teu rosto formoso, pesquisar qualquer tema
Que vivemos juntos na nossa adolescência.

Apreciar as misteriosas flores, um livro de poemas
recalcar as palavras, as poesias mansas e bravas
criando da poesia uma língua e um vacabulário,
um campo de ideias. Perguntas com muitas lavras.

Palavras enfeitadas, pintadas que com elas
não haveria futuro, frescura, nem articulações
nem as donzelas viriam espreitar às janelas
das minhas mágoas, alegrias e inspirações.

O poeta é arquitecto que desenha a poesia com palavras
as crava na net, no papel e as grava nos sentidos
incutindo nas pessoas sentimentos em esquadria
encaixando a poesia nos movimentos contidos

Movimentos que me inspiram e suavizam
estas rimas para formar novos versos
predilectos, carnudos que se eternizam

Em cálculos poéticos que tem que ser exactos
na hora, na escrivaninha, ou num banquete,
no banco dos poetas e versos sem extractos.

O engenheiro divide redige a poesia pensada,
num parto, amada, aquarela poética amadurecida
no dia a dia das entranhas da sua vida.

José Valgode

 

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