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Projeto lançado por portuguesas em Londres vence prémio da UNESCO

A organização sem fins lucrativos Native Scientist, fundada por duas portuguesas em Londres e com sede também em Braga, foi premiada pela UNESCO com o Prémio de Literacia King Sejong, que reconhece iniciativas pedagógicas que valorizam a língua materna. 

“A notícia chegou via telefone e fiquei arrepiada quando soube do prémio. É um orgulho receber este reconhecimento. Reflete o trabalho comprometido que todas as pessoas da Native Scientist fazem e o impacto que esse trabalho tem nas crianças e professores”, disse à Agência Lusa a cofundadora e diretora da Native Scientist, Joana Moscoso.

A Native Scientist foi fundada em 2013 no Reino Unido e começou por levar cientistas portugueses a escolas britânicas para promover a literacia científica e elevar as aspirações de crianças lusófonas através do elo comum da língua comum. 

A organização, que também visa a redução das desigualdades sociais, foi alargada entretanto a mais idiomas e está em nove países europeus, incluindo Portugal, onde gere os programas “Cientista Regressa à Escola” e RAISE, este em parceria com a Fundação Champalimaud e o IMM – Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes. 

Além da Native Scientist, foram reconhecidos o Programa Educação Multilíngue baseado na Língua Materna do Instituto Kalinga de Ciências Sociais, na Índia, e o Programa Aulas de Árabe Madrasa nos Emirados Árabes Unidos, indica a página da UNESCO. 

A distinção, patrocinada pela Coreia do Sul, será entregue oficialmente durante uma conferência internacional nos dias 08 e 09 de setembro em Abidjan, na Costa do Marfim, organizada pela UNESCO para celebrar o Dia Internacional da Literacia, e inclui um valor monetário de 20.000 dólares (20.000 euros). 

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