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OGBL sagra-se grande vencedora das Eleições Sociais 2019

No duplo sufrágio das Eleições Sociais 2019, a contar para a Câmara dos Assalariados (CSL-Câmara dos Trabalhadores) bem como para as delegações do pessoal nas empresas do Luxemburgo, a central sindical OGBL conseguiu manter a sua posição de liderança e de primeira força sindical do país tendo, simultaneamente, registado os seus melhores resultados de sempre. No entanto, e refletindo os seus resultados pessoais na eleição para a CSL, o presidente nacional do sindicato decidiu anunciar que não se recandidatará ao cargo no congresso de dezembro próximo.

Eleição para a CSL

Na eleição para a CSL, a OGBL bateu o seu próprio recorde ao ter obtido 61,8% dos votos nos oito grupos sócio-profissionais (por tradição, a OGBL cede o lugar no grupo 8 dos Ferroviários ao sindicato amigo Landesverband) em que apresentou candidatos, o que representa +1,94% do que em 2013 e +5,38% relativamente a 2008. A OGBL conseguiu assim 1.524.283 votos num total de 2.466.126 votos válidos (61,8%).

Para a OGBL este é o seu melhor resultado histórico na eleição daquele órgão.

Apesar de a OGBL ter perdido três assentos na CSL em relação a 2013, contabiliza agora 35 dos 60 assentos, bem longe do segundo sindicato presente, o LCGB, que se contenta com 18 assentos (+3). A ALEBA (Sindicato bancário) tem 4 assentos,o Landesverband 2, e a Syprolux 1 assento. A OGBL continua assim a gozar de uma maioria absoluta no seio deste órgão.

Esmiuçamento dos resultados

No grupo 1 (Siderurgia) a OGBL conseguiu 51,82% dos votos, mantendo-se o sindicato maioritário e guardando os três assentos que detinha em cinco existentes no plenário da CSL. Este foi o grupo com a menor abstenção (23,52%).

No grupo 2 (Outras Indústrias), a OGBL obteve 54,88% dos votos e o outro sindicato presente no setor 45,12%, numa diferença de mais de 9 pontos percentuais e 13 mil votos! No entanto, apesar de uma manifesta maioria, as contas do escrutínio fazem com que ambos fiquem com 4 assentos na CSL. Para a OGBL isso significa a perda de um assento em relação a 2013.

No grupo 3 (Construção Civil), a OGBL guarda a sua posição de primeiro sindicato do setor, muito à frente da sua concorrente, com 63,92% dos votos. No entanto, em relação a 2013 perdeu um assento e fica com quatro dos seis existentes no grupo. O facto de ter havido uma abstenção a rondar os 74% e 10% de boletins nulos desfavoreceu por certo a OGBL, apesar de o nosso sindicato ter sido o principal responsável pela mega manifestação do setor em 2018 e o braço-de-ferro que obrigou o patronato a assinar uma nova convenção coletiva de trabalho com mais direitos e benefícios para os trabalhadores.

No grupo 4 (Serviços Financeiros e Seguros), a OGBL obteve 31,58% dos votos e guarda os três assentos que detinha, num máximo de oito. O principal sindicato do setor, a ALEBA, embora guarde 4 assentos, sai fragilizada pois desceu a 49,22% dos votos e pode vir a perder a representatividade nacional. O LCGB tem 1 assento.

No grupo 5 (Serviços e outros ramos), aquele com maior número de eleitores (209 mil), a OGBL melhorou o seu resultado, obtendo 65,96% dos votos quando em 2013 tinha tido 65,58%. No entanto, tendo havido mais eleitores do que há cinco anos e também mais abstenção (75%), a OGBL perde um assento para o LCGB, ficando-se com 9 num total de 14, o que a deixa mesmo assim com o lugar privilegiado de sindicato maioritário que sempre deteve no setor. Este foi o grupo onde se registou a maior taxa de abstenção.

No grupo 6 (Administração Pública), a OGBL obteve 56,06% dos votos, confirmando a sua posição e mantendo os três assentos em quatro que já detinha. O assento que sobra é do LCGB.

No grupo 7 (Saúde e Serviços Sociais), a nossa central sindical continua em nítida progressão, tendo aumentado entre 2008 e 2013 de 71% para 74%, e tendo obtido este ano 78,10% dos votos. Mantém assim os 5 assentos em seis que já tinha.

No grupo 8 (Ferroviários), o Landesverband (FNCTTFEL), sindicato amigo da OGBL, alcançou 59,68% dos votos e guarda os 2 assentos em 3 que detém.

No grupo 9 (Pensionistas), a OGBL melhora o seu resultado em +5,19%, chegando aos 60,64% dos votos. Há cinco anos tinha-se ficado em 55,55%. No entanto, esta progressão não se reflete na repartição dos assentos, que fica igual. A OGBL guarda os quatro assentos que tinha e os outros dois ficam nas mãos do LCGB. Esta é também a primeira vez que um português, Manuel Bento (OGBL) é eleito neste grupo, embora como membro suplente. É neste grupo que podiam votar os 8.300 ex-emigrantes que recebem pensões de invalidez, de reforma ou de viuvez do Luxemburgo e que hoje vivem em Portugal.

No geral da eleição para o CSL, a abstenção foi de 67,4%, tendo progredido relativamente a 2013.

Oito portugueses e lusófonos eleitos para a CSL

Grupo 3 (Construção):

– José Nunes Pinto (OGBL), membro efetivo.

– Armando Bento da Fonseca (OGBL), membro efetivo.

– José Rente Canelas (LCGB), membro efetivo.

– Alfredo Ferreira Ventura (OGBL), membro suplente.

– Tiago José Martins Mota (OGBL) membro suplente.

– Artur Valério horto (OGBL), membro suplente.

– António dos Reis Cardoso (LCGB), membro suplente.

– Carmim da Costa Sobrado (LCGB), membro suplente.

Grupo 5 (Serviços e outros ramos):

– Maria das Dores Alves da Silva Azevedo dos Santos (OGBL, Setor da Limpeza), membro efetivo.

– Sónia da Silva Neves (OGBL, Setor do Comércio), membro efetivo.

– Antónia do Rosário Santos-Dahm (OGBL, Setor do Comércio), membro efetivo.

– Dominique Machado (LCGB), membro efetivo.

– Lita Borges (LCGB), membro efetivo.

– Marcelo Fernandes (OGBL), membro suplente.

– Marina Oliveira Ferreira Ferraz Gomes Correia (OGBL), membro suplente.

– Miguel Luís da Silva Melo (LCGB), membro suplente.

– Lígia Maria Lima Lopes Delgado Rodrigues (LCGB), membro suplente.

Grupo 7 (Saúde e Serviços Sociais):

– Michel Rodrigues de Barros (OGBL), membro suplente.

 Grupo 9 (Pensionistas):

– Manuel Bento (OGBL), membro suplente.

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Eleições nas delegações do pessoal das empresas

A OGBL ganhou também as eleições para as delegações do pessoal nas empresas, tendo eleito 1972 delegados efetivos e 1800 delegados suplentes. Também aqui trata-se de um novo recorde, já que em 2013 o sindicato tinha eleito 1920 delegados efetivos e 1690 delegados suplentes. A OGBL conseguiu assim eleger 73,66% dos candidatos que apresentou (5.120 candidatos no total), quando em 2013 tinham sido eleitos 71,27% dos candidatos.

A OGBL era e continuará a ser a maior força sindical em muitas empresas e setores, sendo mesmo o único sindicato presente em muitas empresas e setores. A OGBL é o sindicato maioritário em setores como a Saúde e os Serviços Sociais (50%), administrações públicas (44%, empregados públicos, mas sem estatuto de funcionários públicos), Indústria (34%), Limpeza (24%), Construção (21%), Comércio (20%), Horesca (19%), Agricultura (13%), entre outros.

Ganhando este duplo escrutínio, a OGBL sagra-se verdadeiramente como a grande vencedora destas Eleições Sociais 2019.

Presidente não se recandidata

No seu balanço sobre as Eleições Sociais 2019, André Roeltgen, presidente nacional da OGBL desde 2014, disse que a maioria absoluta da central sindical nas delegações do pessoal nas empresas e na CSL é “sem equívoco” e “incontestável”. Apesar destes bons resultados globais, Roeltgen (na foto abaixo) anunciou que não se recandidatará ao seu próprio cargo e ficará em posto até ao congresso da OGBL em dezembro próximo.

O presidente justifica esta decisão por ter sido eleito apenas como segundo membro suplente no grupo 5 em que concorria. A candidata com mais votos foi Nora Back, atual secretária geral da OGBL e que poderá suceder a André Roeltgen. Back era, aliás, desde 2018 o nome indicado por Roeltgen para lhe suceder, o que devia, no entanto, apenas acontecer em 2021, a meio do segundo mandato de Roeltgen. Nora Back disse já que apenas o congresso de dezembro poderá decidir se ela será ou não a sucessora de Roeltgen.

Sendo também a candidata mais votada da OGBL na eleição da Câmara dos Assalariados (Câmara dos Trabalhadores), Back deverá igualmente ser a próxima presidente deste órgão de consulta do Governo luxemburguês em matéria de emprego e trabalho. A questão que se coloca neste momento é se Back assumirá os dois cargos ou se preferirá concentrar-se num só.

 

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Agenda:

Marcha pela Paz, 6 de abril, 14h30: A OGBL e a plataforma FriSol (Paz e Solidariedade, “Fridden an Solidaritéit”, em luxemburguês) organizam a Marcha pela Paz 2019. O encontro dos participantes está marcado no Glacis, em Limpertsberg, na cidade do Luxemburgo, às 14h30. A Marcha parte às 15h00.

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=> A OGBL explica e informa. A OGBL é a n°1 na defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores e dos reformados portugueses e lusófonos. Para qualquer questão, contacte o nosso Serviço Informação, Conselho e Assistência (SICA), através do tel. 26 54 37 77 (8h-17h) ou passe num dos nossos escritórios: 42, rue de la Libération, em Esch-sur-Alzette; 31, rue du Fort Neipperg, na cidade do Luxemburgo; e noutras localidades. Saiba onde se situam as nossas agências no Grão-Ducado e nas regiões fronteiriças em www.ogbl.lu.