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Lisboa garante seguro de saúde aos funcionários consulares no Qatar

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros português anunciou esta semana que a situação do seguro de saúde dos funcionários afetos à Embaixada de Portugal no Qatar “está já a ser regularizada”.

A informação do MNE, após solicitação da agência Lusa, surge no seguimento de acusações do secretário-geral adjunto do Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões Diplomáticas e dos Serviços Centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros (STCDE), de que o Estado português mantinha estes trabalhadores nas mesmas condições que outros imigrantes, que tanta atenção têm merecido a propósito do Mundial2022.

“Aquilo que está na comunicação social, que tem vindo a sair nos meios internacionais e mesmo nos portugueses, que os trabalhadores do Sri Lanka, da Índia, estão lá e são explorados e não têm seguro de saúde, nem direito de reforma, os nossos trabalhadores, três que lá estão, também não têm seguro de saúde nem seguro de reforma”, referiu à Lusa Alexandre Vieira.

A situação dos trabalhadores do MNE português no Qatar “é idêntica” à dos trabalhadores imigrantes neste país que não têm direitos, o que tem motivado tantas denúncias e acusações contra o Estado do Qatar, prosseguiu.

Para o Qatar, onde trabalham três funcionários na embaixada portuguesa, foram temporariamente destacados mais dois trabalhadores, que se encontravam na Dinamarca e em Moscovo, para apoiar a comunidade que para ali se desloque para assistir aos jogos de futebol do Mundial2022.

Segundo o MNE português, “os funcionários que foram destacados para reforço de recursos humanos da Embaixada de Portugal no Qatar, por ocasião do Mundial de Futebol e da deslocação prevista de muitos portugueses, têm seguro de saúde”.

“A situação do seguro de saúde dos funcionários afetos à referida embaixada está já a ser regularizada”, prossegue a nota.

O MNE reforça que “a valorização dos profissionais da área governativa dos Negócios Estrangeiros está no centro da atenção deste ministério, ciente de que a formulação, coordenação e execução da política externa portuguesa, em todas as suas dimensões, assenta em recursos humanos reforçados e reconhecidos”.

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