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Lexus produz filme escrito por inteligência artificial

Conhecida pela constante aposta na inovação, a Lexus acaba de se lançar num novo desafio, desta vez na produção de filmes, com “Guiado pela Intuição/Driven by Intuition”, um anúncio cujo guião foi totalmente escrito com recurso à inteligência artificial (IA). A realização ficou a cargo de Kevin Macdonald, autor de trabalhos como “O Último Rei da Escócia”, o filme biográfico sobre Whitney Houston, “Whitney”, e o documentário “Um Dia em Setembro”, vencedor de um Oscar.

A estreia mundial desta colaboração entre IA e um fabricante de renome tem como principal objetivo testar os limites de ambos e perceber como humanos e máquinas podem trabalhar em perfeita harmonia, explorando a importância da intuição na relação entre si e mostrando as características do novo sedan executivo, Lexus ES.

O resultado é uma curta dramática: um filme de um minuto que conta a história de um Mestre Takumi da Lexus que, ao terminar o seu meticuloso trabalho, liberta o novo Lexus ES para o mundo, apenas para que ele seja levado e ameaçado pela destruição. No momento crucial, o sistema automático de travagem de emergência do carro é ativado para salvar o dia, demonstrando o valor e a eficácia da tecnologia intuitiva incorporada no modelo.

Totalmente inovadora, a abordagem criativa do projeto está perfeitamente alinhada com as características do novo ES, um modelo que constantemente monitoriza o que está à sua frente e é responsivo às intenções do condutor e às condicionantes do trânsito e da estrada. Prova disso são a agilidade, o equilíbrio e a força da nova plataforma GA-K (Global Architecture – K) do ES, e a operação inteligente das funções incluídas no Lexus Safety System +. Têm capacidade para detetar riscos e iniciar automaticamente alertas de travagem, direção e condução para evitar acidentes ou reduzir as consequências, caso ocorra uma colisão.

A agência criativa da Lexus, The & Partnership London, colaborou com o parceiro técnico Visual Voice para criar guião de IA, recorrendo a ferramentas e aplicações inseridos no IBM Watson, para analisar uma variedade de dados externos de áudio, texto e visuais e extrair informação sobre o que torna o conteúdo digno de prémio e do qual a IA poderia contribuir para a criação de um esboço de argumento que seria emocionalmente inteligente e divertido para o público. Uma vez que esse processo evoluiu, Kevin Macdonald foi abordado para direcionar o trabalho e dar vida à história.

Para produzir a história original, a IA foi “treinada” com 15 anos de anúncios de automóveis de luxo que ganharam prémios criativos internacionais em Cannes. Foi também preparado com dados de inteligência emocional pela Unruly para poder saber que momentos se ligavam de forma mais intensa com os espectadores e entender como ações, objetos, locais e emoções são usadas em diferentes combinações e sequências para comunicar as mensagens desejadas.

Ao usar tanta informação sobre anúncios anteriores, era importante evitar o risco de produzir algo que parecesse familiar. Assim, dados adicionais sobre a marca Lexus e a diretriz do projeto foram inseridos na AI para manter o roteiro original e em linha com os valores da marca.

Macdonald ficou imediatamente interessado no conceito, reconhecendo que este exigia uma abordagem diferente de um filme convencional. “Quando recebi o guião, o melodrama da história convenceu-me pelo seu potencial. O facto de a inteligência artificial ter conferido sensibilidade a uma máquina e de a ter colocado numa espécie de situação de combate para depois a levar a fugir em direção ao pôr-do-sol foi uma reação tão emocional e tão distante do que é, habitualmente, uma plataforma digital. A forma simples e charmosa como a IA escreveu a história é fascinante na sua interpretação da emoção humana, e mesmo assim inesperada o suficiente para conferir ao filme uma vertente claramente não-humana”.

Alex Newland, co-fundador da Visual Voice, explica: “Trata-se de um projeto altamente desafiante e profundamente fascinante do qual é um privilégio fazermos parte. Desde o início, era quase impossível adivinhar o nível de qualidade ou inteligibilidade que a IA iria produzir. Vê-lo como um todo, e uma peça acabada tão rica, é extremamente gratificante e emocionante. Acreditamos que este projeto contribua para a materialização do conteúdo gerado por IA, fazendo com que seja um processo criativo autónomo.”

Para se aproximar do lado “intuitivo” da história, a IA também foi treinada com inteligência de uma experiência “à medida”, conduzida pela MindX, a divisão de ciência aplicada da Universidade de New South Wales, na Austrália. Entre outras particularidades, esta experiência investigou o que torna alguém intuitivo e a forma como as pessoas que têm um alto nível de intuição respondem aos anúncios de automóveis.

O resultado é um guião genuíno, rico em emoções e indistinguível de qualquer outro escrito por um ser humano, espetacular em alguns pormenores inesperados. Por exemplo, a inteligência artificial confere uma sentença ao personagem “carro” e uma profundidade emocional surpreendente, ao mesmo tempo que sugere comportamentos tão humanos como o hábito de assistir a desastres que se desenrolam por trás de uma tela, com um grau de saudável cinismo.

Dave Bedwood, sócio criativo da The & Partnership, acrescenta: “Pensei que iria escrever um anúncio com a ajuda da IA. Em vez disso, ela assumiu o controlo e escreveu todo o guião: uma máquina que conta a história de outra máquina, que ganha vida. A maioria do trabalho de IA realizado até hoje tem sido interessante pelo processo em si. Neste caso, o interesse vem mesmo do produto final – bom por si só”.

Para Vincent Tabel, Senior Brand and Communications Manager para a Lexus Europa: “Na Lexus adoramos ultrapassar os limites da tecnologia e do design, e foi por isso que optámos por fazer algo completamente diferente – uma estreia mundial – para lançar o novo Lexus ES. O ES é intuitivo e inovador. Queríamos que o anúncio refletisse isso. O resultado final superou as nossas expectativas sobre aquilo de que uma IA é capaz, desde a criatividade até a emoção humana”.