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Jovens portugueses no Reino Unido mencionados no Parlamento Europeu

O exemplo de jovens portugueses que haviam emigrado para o Reino Unido durante a crise económica e que regressaram a Portugal devido à atual incerteza entrou de forma inesperada no debate sobre o Brexit no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Na sua intervenção, o líder parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE), Manfred Weber, lamentou o “desastre” que representou o novo “chumbo” da véspera do parlamento britânico ao Acordo de Saída, e disse querer partilhar uma experiência que teve recentemente em Portugal, quando se encontrou com jovens portugueses no Porto, em fevereiro.

“Eles tinham trabalhado durante alguns anos no Reino Unido. Depois dos problemas políticos e económicos em Portugal, deixaram o país e trabalharam lá. Voltaram agora a Portugal porque têm tanta incerteza no Reino Unido”, apontou.

Weber, que é também o candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia no quadro das eleições europeias de maio próximo (“Spitzenkandidat”), contou que os jovens portugueses lhe “falaram sobre os seus amigos do Reino Unido”, e sobre “o quão frustrada a jovem geração está no Reino Unido, como se sentem impotentes e zangados com o fracasso da classe política”.

“Uma inteira geração vai sofrer com o que está a acontecer hoje em Londres, não gozará os mesmos benefícios das gerações anteriores”, apontou o líder parlamentar do PPE, grupo que integra PSD e CDS-PP.

Imediatamente a seguir interveio Udo Bullmann, o líder parlamentar da segunda maior bancada no Parlamento Europeu, a dos Socialistas e Democratas (S&D), que integra o PS, dirigindo-se a Weber comentou que “é verdade que jovens de Londres regressaram agora a Portugal”, mas atribuiu o mérito ao Governo socialista de António Costa e à reversão das políticas de austeridade.

“Isso terá a ver com os desenvolvimentos no país. António Costa teve políticas de coesão social e crescimento económico, renovou o país, porque (essas políticas) não são contraditórias”, disse, acrescentando que “há não muito tempo havia aqui (no Parlamento Europeu) quem defendesse sanções económicas duras contra Portugal”.

O debate de no hemiciclo de Estrasburgo segue-se à nova rejeição do Acordo de Saída negociado entre o Governo britânico liderado por Theresa May e a União Europeia a 27, numa votação realizada na terça-feira à noite na Câmara dos Comuns.