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Europeu feminino: portuguesas caíram com honra

Portugal deixou o Europeu de futebol feminino, ao ser goleado pela Suécia, segunda do ‘ranking’ mundial, por 5-0, incluindo mais quatro golos de bola parada, depois dos três sofridos nos dois primeiros jogos.

Filippa Angeldal, aos 21 minutos, após um canto, e aos 45, depois de um livre, Carole Costa, aos 45+7, na própria baliza, na sequência de novo canto, e a ‘MVP’ Kosovare Asllani, aos 54, de penálti, sentenciaram a formação lusa, que ainda sofreu um golo de bola corrida, aos 90+1, por Stina Blackstenius.

Num jogo que precisava de vencer, o conjunto das ‘quinas’ entrou mais ofensivo, com Kika Nazareth no ‘onze’ e Joana Marchão no banco, mas nunca mostrou argumentos para superar a poderosa defesa sueca e acusou muito os golos, num jogo que acabou a meio.

Os dois primeiros tentos foram quase iguais: com ‘medo’ da estatura das suecas, Portugal colocou quase todas a jogadoras em ‘cima’ de Patrícia Morais e ninguém na zona frontal da área, onde Angeldal apareceu duas vezes sozinha para ‘bisar’.

Face a Suíça e Países Baixos, Portugal tinha recuperado de 0-2 para 2-2, mas, desta vez ainda sofreu um terceiro golo antes do intervalo, por Carole Costa, na própria baliza, num lance em que o VAR não viu que a defesa lusa foi agarrada.

O segundo tempo não teve história, até porque as suecas marcaram logo o quarto tento, com Asllani a não perdoar, de penálti, uma mão desnecessária de Diana Silva, para, já nos descontos, Blackstenius, após muitas perdidas, fazer o quinto.

Como há cinco anos, Portugal falhou, assim, os ‘quartos’, sendo que, mesmo sem qualquer vitória (em 2017, superou a Escócia por 2-1), mostrou clara evolução, equilibrando os dois primeiros encontros. Falta corrigir as bolas paradas defensivas.

Depois de dois jogos (2-2 com a Suíça e 2-3 com os Países Baixos) com o mesmo ‘onze’, Francisco Neto trocou de guarda-redes (Patrícia Morais substituiu Inês Pereira) e fez entrar Kika Nazareth, retirando Joana Marchão e recuando Ana Borges.

Desta forma, Portugal entrou com Catarina Amado, Diana Gomes, Carole Costa e Ana Borges, à frente de Patrícia Morais, um meio-campo com a ‘capitã’ Dolores Silva, Tatiana Pinto e Andreia Norton e um ataque com Diana Silva, Kika Nazareth e Jéssica Silva.

O encontro começou com a Suécia a tentar, desde cedo, assumir o comando, mas com Portugal a conseguir equilibrar e até criar a primeira grande oportunidade, num canto, com Carole Costa, solta na área, a rematar cruzado, ao lado do poste direito.

As suecas, que tinham sido a primeira equipa a ameaçar, por Kaneryd (quatro minutos), marcaram ao primeiro canto: Jonna Andersson bateu na direita, Patrícia Morais defendeu para a frente e, na recarga, Angeldal marcou sem dificuldades.

Aos 30 minutos, Portugal perdeu Catarina Amado, que teve se ser substituída – por Joana Marchão –, após entrada ‘feia’ de Kaneryd, que, aos 37, rematou com perigo, para resposta ‘tímida’, aos 40, de Diana Silva, após jogada entre Jéssica e Kika.

As suecas acabaram por chegar ao segundo golo aos 45 minutos, novamente por Angeldal, que, uma vez mais sozinha à entrada da área, aproveitou da melhor maneira a inteligência de Asllani, que lhe colocou uma bola perfeita, na cobrança de um livre.

O ‘pesadelo’ luso das bolas paradas ainda não tinha, porém, terminado na primeira parte, já que, sete minutos depois da hora – mais do que justificados -, Carole Costa marcou na própria baliza, após num canto, num lance em que foi agarrada.

O VAR nada viu e Portugal foi para os balneários a perder por irrecuperáveis 0-3, que, rapidamente, se transformaram em 0-4, culpa de uma mão de Diana Silva na área: Asllani atirou rasteiro, junto ao poste esquerdo. Bem mereceu o golo.

Com o encontro mais do que sentenciado, as suecas, mesmo em ritmo moderado, foram criando sucessivas ocasiões para chegar ao quinto golo, que Patrícia Morais adiou até aos 90+1 minutos, altura em que Blackstenius logrou, finalmente, acertar.

Antes e depois deste tento, Portugal, que aproveitou para estrear Andreia Faria e Sílvia Rebelo, ainda tentou o golo de ‘honra’, que esteve perto aos 76 minutos, num bom trabalho de Andreia Norton concluído com um remate ao lado.

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