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CGD: afinal tinha razão

Em Maio de 2017 manifestei a minha preocupação pelo facto de ter sido acordada com a Comissão Europeia a redução da operação da CGD fora de Portugal (nomeadamente Espanha, França, África do Sul) como contrapartida da recapitalização do banco público.

Na altura, alguns contestaram as minhas declarações e no caso da Sucursal da CGD de França referiram mesmo que eu estava a faltar à verdade e era apenas mais um acto de demagogia.

Infelizmente para a CGD França, para os seus clientes, para os seus trabalhadores e para a comunidade portuguesa residente naquele país as minhas declarações não foram nem demagógicas nem faltaram à verdade.

Afinal tinha razão.

Actualmente, a CGD França vive um momento difícil em virtude do movimento de greve que os trabalhadores encetaram há várias semanas e depois do Governo, apesar de estarmos a falar de um banco público, ter ignorado completamente esta questão, o Primeiro-Ministro em resposta a uma pergunta que lhe fizeram, acabou por avançar que não é intenção alienar a Sucursal Francesa da CGD apesar de no ano anterior ter acordado com a Comissão Europeia precisamente o contrário.

Em Portugal, o encerramento de cerca de 70 balcões da CGD é visto como uma decisão muito grave sobretudo para os territórios de baixa densidade. Ora, no caso de França são 48 balcões, o que me parece ser suficientemente importante para que este assunto seja visto como uma prioridade dado que estamos a falar de um país repartido pelo mundo. Acresce, que o papel das nossas comunidades, tanto no envio de remessas como no investimento, são fundamentais para Portugal.

Ter razão um ano depois não interessa. O que interessa é manter o banco público junto das nossa comunidade residente em França mesmo se tal já é não é possível para as nossas gentes residentes na África do Sul.