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Carlos Gonçalves pede mais permanências consulares na Escócia

“A pandemia do Covid-19 teve um impacto considerável na vida das nossas comunidades, nomeadamente no plano do atendimento consular, com muitas das estruturas da nossa rede, a optarem, preferencialmente, por um atendimento apenas das situações consideradas de extrema urgência”, explica o deputado do PSD eleito pela emigração europeia, Carlos Gonçalves em questão dirigida ao governo português. O parlamentar crê que esta situação trouxe evidentes dificuldades para as nossas comunidades e agravou situações que vinham já de antes desta crise sanitária, como é o caso do apoio consular no Reino Unido e mais concretamente na Escócia.

“De facto, apesar do Brexit, a emigração portuguesa para o Reino Unido atingiu, segundo o relatório trimestral do Ministério do Trabalho e Pensões britânico, números impressionantes nos 12 meses antes do confinamento decidido em março deste ano. Nesse período registaram-se na segurança social britânica cerca de 24 000 portugueses, o que corresponde a um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Portugal foi mesmo o terceiro país europeu com maior número de registos, ficando apenas atrás da Espanha e da Itália”, defende Gonçalves, completando que no Reino Unido há uma “evidente insuficiência da rede consular para dar o apoio necessário a todos os portugueses que escolhem este país tendo em conta a ratio entre a dimensão da nossa comunidade aqui residente e o número de postos consulares existentes”.

Carlos Gonçalves considera que o programa das permanências consulares permitia, de alguma forma, ir colmatando estas lacunas, levando o atendimento consular às comunidades mais afastadas, “nomeadamente aos portugueses que residem na Escócia em cidades como Edimburgo, Glasgow, Aberdeen e Inverness, área que depende consularmente do Consulado-Geral de Portugal em Manchester. As notícias que nos sejam dessas comunidades dão conta de que essas permanências consulares estão suspensas, sem qualquer indicação no sentido de se virem a realizar ainda durante este ano, com todas as consequências negativas que daí podem advir para estes nossos compatriotas num momento tão complicado como o que vivemos”, completa.

“Em janeiro de 2019 fiz uma pergunta ao Governo que ia exatamente no sentido de alertar para o facto de que estes portugueses anseiam, há muito, por uma estrutura consular permanente que possa dar resposta às suas necessidades de âmbito administrativo junto do Estado português, tendo em conta que as permanências consulares que aí se realizavam eram manifestamente insuficientes para dar resposta a todas as solicitações” continua Carlos Gonçalves que pede a reabertura da nossa rede consular mas também “o reinício e, até o reforço, das permanências consulares, nomeadamente na Escócia, de forma a permitir uma resposta eficaz a todos aqueles que têm necessidade de recorrer aos serviços consulares”.

Assim, o deputado do PSD pergunta ao governo quando está previsto o retomar do programa das permanências consulares, nomeadamente para as comunidades portuguesas residentes na Escócia e se está a ser ponderada a abertura de uma estrutura consular permanente na Escócia de forma a apoiar a comunidade portuguesa.