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Agressões no aeroporto de Lisboa por causa de atrasos e cancelamentos

Atrasos, cancelamentos e overbookings deixaram passageiros furiosos no aeroporto de Lisboa, no passado sábado, conta o Diário de Notícias.

Os primeiros problemas terão começado no embarque de um voo para o Brasil, quando foi anunciado que este tinha sido cancelado para o dia seguinte. Os passageiros indignados começaram a procurar explicações junto aos funcionários que ali se encontravam, mas um casal não aceitou. Um deles puxou-violentamente a gravata de um funcionário e deu-lhe um pontapé no braço.

O funcionário em questão, entrevistado pelo Diário de Notícias é um dos 10 funcionários da Groundforce – empresa que presta serviço a nos check-in, portas de embarque, bagagens entre outros – que foi agredido nos últimos três meses no aeroporto Humberto Delgado.

Esta segunda feira, foi uma mulher que foi “agarrada” com força nos braços por um passageiro que disse ser da GNR, que perdera o voo de ligação ao Porto. “Se quisesse magoar a sério, magoava”, ameaçou à apavorada funcionária.

O medo instalou-se entre estes profissionais e a direção da empresa, solidária, não esconde a sua apreensão. “Os incidentes estão a crescer, quer em frequência, quer em agressividade”, alerta o CEO Paulo Neto Leite. No ano passado houve um total de oito casos de agressão, concentradas, sobretudo no final do ano, quando estes incidentes começaram em crescendo (até agosto tinham sido registados apenas dois). Desde outubro já foram 14, dos quais 10 nos últimos três meses.

A causa apontada está diretamente ligada com um aumento dos casos de cancelamentos de voos, atrasos – que muitas vezes impedem as pessoas de apanhar os voos de ligação – e os overbookings. Alguns passageiros, a maior parte estrangeiros, não se conformam e passam à violência física e verbal. “Os aeroportos estão a operar perto do seu limite e com um aumento da irregularidade, o que origina situações de insatisfação dos passageiros. Não assistimos ao aumento dos meios de segurança de foram proporcional. Adicionalmente, assistimos hoje em dia a um sentimento de impunidade para estes comportamentos bárbaros de alguns passageiros”, sublinha este responsável.

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