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Fernando Pimenta ainda quer ouro nos mundiais de canoagem

O canoísta português Fernando Pimenta manifestou-se hoje determinado em levar uma medalha de ouro dos mundiais do Canadá, depois da prata conquistada em K1 1.000 metros e do bronze em K1 500 em Halifax.

“Tenho de sair daqui a ouvir a portuguesa. Sou um atleta que luta pelos títulos, quero elevar ao máximo Portugal e levar a bandeira ao lugar mais alto possível do pódio. Quero lutar por uma medalha de ouro. Podia estar contente com as duas medalhas, mas quero uma de ouro”, vincou Pimenta.

O limiano, visivelmente insatisfeito após falhar a revalidação do título mundial, por escassos cinco centésimos de segundo para o campeão olímpico, o húngaro Balint Kopasz, já coleciona dois pódios no Canadá e tem agora mais duas possibilidades de tentar o ouro.

“Agora é recuperar para focar-me no K2 500 misto com a Teresa Portela. Temos condições para fazer uma excelente prova. Quero, com ela, dar uma alegria aos portugueses, lutar por uma medalha, quem sabe por um título, e logo se vê no K1 5.000 metros”, acrescentou, sendo que, nesta distância longa, defende a prata mundial arrecadada em 2021.

Pimenta recorda que o seu rival húngaro estava “mais fresco” nesta prova, por não ter apostado também no K1 500, no entanto recorda que 2022 é precisamente o ano para “fazer experiências”, uma vez que nos mundiais de 2023 ficará definido o apuramento para os Jogos Olímpicos de Paris2024.

“Com duas medalhas em finais espaçadas por duas horas tenho de estar feliz, mas, como é óbvio, não estou satisfeito. Se há medalhas de ouro em jogo, se há quem goste de as ganhar, sou eu. E esta escapou-me nos centímetros finais, tivemos de ir ao foto-finish. Isso é que dá sabor amargo a essa medalha”, reconheceu, revelando o seu inconformismo, serenado pelo treinador, Hélio Lucas.

Pimenta dedicou a medalha à família, à Federação Portuguesa de Canoagem e a “todos os envolvidos na linha da frente no combate aos incêndios em Portugal”.

O medalha de bronze olímpico em Tóquio2020, em K1 1.000 metros, e prata em Londres2012, em K2 1.000, com Emanuel Silva, coleciona já 117 pódios internacionais.

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