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União Europeia condena violência na Venezuela

A União Europeia condenou os atos de violência “deploráveis” registados na Venezuela, entre opositores e apoiantes do governo de Nicolas Maduro, e apelou “a todos os venezuelanos” para que se reúnam com vista a põr um travão na situação.

Numa declaração à agência noticiosa francesa AFP, uma porta-voz para os Negócios Estrangeiros disse que a UE segue com preocupação a situação na Venezuela, onde pelo menos duas pessoas morreram e várias ficaram feridas durante protestos realizados um pouco por todo o país, e exortou “todas as partes envolvidas, incluindo os membros das forças de segurança”, a “atuar em pleno respeito pelo Estado de direito e pelos direitos humanos”.

“Apelamos a todos os venezuelanos para que se reúnam para (permitir) um acalmar da situação e com vista a encontrar soluções democráticas no quadro constitucional”, disse a mesma porta-voz, sublinhando que “apenas um compromisso pacífico e construtivo pode travar a deterioração da situação” no país.

A UE reclama ainda “um inquérito sobre as mortes e atos de violência ocorridos durante as manifestações”, de modo a que “os responsáveis sejam levados perante a justiça”.

Um jovem de 17 anos e uma mulher de 23 morreram na quarta-feira, durante protestos convocados para toda a Venezuela pela aliança Mesa para a União Democrática (MUD, oposição), que apelou aos venezuelanos para prosseguirem hoje as manifestações pacíficas e repetirem a marcha da véspera, popularmente chamada de a “mãe das marchas”.

Dezenas de milhares de venezuelanos saíram na quarta-feira para as ruas de algumas das principais cidades do país para protestar contra o que dizem ser uma rutura constitucional, e para pedirem o fim da “ditadura” e a realização de eleições livres.

Os manifestantes protestaram ainda por duas recentes sentenças em que o Supremo Tribunal de Justiça concedeu poderes especiais ao chefe de Estado, limitou a imunidade parlamentar e assumiu as funções do parlamento.