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Smithsonian dedica artigo a biblioteca de Coimbra por uma estranha razão

A biblioteca da Universidade de Coimbra tem uma peculiaridade: está cheia de morcegos. Este fenómeno levou o Museu Smithsonian, nos EUA, a dedicar um artigo a este espaço.

“Em Coimbra, uma colónia de morcegos faz da sua casa a parte de trás das prateleiras da biblioteca joanina da Universidade, aparecendo ao anoitecer para comerem moscas, parasitas e outros bichos, antes de saírem pelas janelas para procurarem água. Os seus serviços são indispensáveis: eles comem os insetos que poderiam alimentar-se dos manuscritos”, lê-se no site Smithsonian Mag.

A data de quando os morcegos ali se instalaram ainda é desconhecida, ainda assim os bibliotecários sabem que os animais habitam a biblioteca, pelo menos, desde o século XIX.

As mesas que compõem o espaço são do século XVIII e, para as proteger dos detritos deixados pelos mamíferos, é utilizado um tecido feito de pele de animal, originário do Império Russo. Todas as manhãs, os empregados removem as peles e limpam o chão da biblioteca, tal como era feito pelos antepassados.

Segundo o site do museu norte-americano, a melhor altura para observar e ouvir os morcegos é ao anoitecer ou em dias de chuva.

Mas não ficamos só por Coimbra, o site Smithsonian Mag faz ainda referência à biblioteca do Palácio Nacional de Mafra como mais um dos espaços em que habitam estas “colónias”, acrescentando que, apesar de ser “difícil” estudá-las, o biólogo Hugo Rebelo, do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, tem passado grande parte do seu tempo a investigar estes animais, acreditando que estes ocupam o espaço há séculos.

Segundo o biólogo e referenciado pelo site, a “colónia” de morcegos é composta em grande parte por morcegos “cinzentos com orelhas compridas” e da espécie Eptesicus serotinus, em português, morcego-hortelão.