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Portugal tem quatro cidades no top 100 da sustentabilidade energética

São mais de 100 as cidades que funcionam a um ritmo energético sustentável. De Salvador, no Brasil, até Basileia, na Suíça são diversas as cidades que usam mais de 70% de energias renováveis, segundo a Bloomberg, de acordo com um estudo da Carbon Disclosure Projet (CDP), uma organização sem fins lucrativos que pretende alertar os países, empresas, investidores e regiões a gerir o seu impacto ambiental.

Cidades por todo o mundo traçam um caminho cada vez mais amigo do ambiente. Nas zonas onde as populações são mais concentradas e os níveis de poluição são mais elevados, e as cidades têm tentado descer ao máximo a subida da temperatura global, para isso utilizam energia hidroeléctrica, geotérmica, solar e eólica, de forma a conseguirem manter as luzes acesas de forma sustentável.

Portugal não é excepção. Segundo o relatório da CDP, em território nacional existem quatro cidades energeticamente sustentáveis: Fafe (100%), Braga (79%), Porto (75%) e Cascais (73%).

Em primeiro lugar surge Fafe, com 100% de utilização de energia renovável, 97% proveniente de energia hidroeléctrica e 3% de energia solar. Logo depois aparece Braga com 79% de utilização de energia renovável, a maioria da sustentabilidade da cidade advém da energia eólica (52%) e da energia hidroeléctrica (14%). O Porto surge com 75% de utilização de energia renovável, na cidade nortenha a maior percentagem de alternativas de produção eléctrica provém da energia eólica (49,6%) e da energia hidroeléctrica (13,9%). Por último, destacada na lista de cidades mais sustentáveis a nível energético do mundo pela CDP, surge Cascais. A cidade utiliza 73% de energia renovável, sendo que 52% advém de energia eólica e 13% deriva de energia hidroeléctrica.

Desde o Acordo de Paris, que a meta é diminuir em dois graus a temperatura devido ao aquecimento global, os líderes de várias cidades espalhadas por todo o mundo começaram a “melhorar os seus relatórios ambientais e a estabelecerem alvos firmes de redução de emissões”, salienta o relatório da CDP citado pelo Jornal de Negócios.

“Muitas cidades do mundo em desenvolvimento usaram os recursos naturais locais disponíveis. Essa atividade pioneira foi em grande parte impulsionada pelas necessidades económicas locais e também pela vontade política “, explica Kyra Appleby, administradora da CDP na Bloomberg. E continua, esclarecendo que “existem várias cidades que já estão a começar a entender a necessidade da produção de energia verdadeiramente sustentável que considere o meio ambiente e a população local”.