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Inês Henriques establece recorde nacional e pensa em recorde do mundo

A marchadora portuguesa Inês Henriques mostrou-se confiante, este domingo, na possibilidade fixar um novo recorde do mundo dos 50 km marcha, após ter batido a melhor marca nacional dos 35 km marcha, em Porto de Mós.

A atual recordista mundial dos 50 km venceu hoje o campeonato nacional dos 35 km marcha com um tempo que é novo recorde nacional (02:45:51 horas), melhorando a anterior marca em quase cinco minutos e chegando à meta com visível frescura:

“O objetivo era o recorde nacional a menos de 02:48.00 horas. Fiz 02:45 e não sei quanto… Tive de ter calma, para não exagerar, mas senti-me sempre muito, muito bem. Este resultado aqui dá-me ânimo para me poder aproximar das quatro horas [nos 50 km marcha]. Estou muito satisfeita por poder estar no campeonato da Europa a lutar pelo título de campeã e tenho primeiro o campeonato do mundo de equipas.”

Em Porto de Mós, Inês Henriques apostava num novo recorde nos 35 km, competindo a um ritmo que lhe permita fazer os 50 km em quatro horas:

“Foi muito melhor do que eu esperava. Sinto que me posso aproximar das quatro horas. O Jorge Miguel [treinador de Inês Henriques] diz-me que ainda faltavam mais 15 [quilómetros], e é verdade, mas senti-me muito, muito bem. Fiz os últimos cinco quilómetros bastante rápidos e, por isso, acho que posso melhorar ainda [o recorde] nos 50 quilómetros, os 04:05.56 horas.”

A atleta do Clube de Natação de Rio Maior é, desde agosto de 2017, campeã do mundo dos 50 km de marcha, título obtido em Londres, onde fixou o recorde do mundo atual.

Baixar a marca até próximo das quatro horas é agora um objetivo para Inês Henriques, que vai estar no campeonato do mundo das nações, na China, em 05 de maio, e três meses depois compete no campeonato da Europa de marcha, em Berlim, entre 07 e 12 de agosto.

“Sei que ainda existem muitos quilómetros a fazer até estar na perfeição, como estive no campeonato do mundo, em que até o ‘speaker’ dizia que a minha marcha estava fantástica”, mas a portuguesa está otimista:

“Se ninguém fizer melhor do que eu, há de ser recorde do mundo. Sei que as chinesas vão-me tentar fazer a ‘folha’, mas vou trabalhar o mais possível para estar lá e lutar pelas medalhas, se não mesmo pelo primeiro lugar.”

No campeonato nacional em Porto de Mós, Inês Henriques cumpriu ainda um outro objetivo, mais pessoal:

“Queria fazer uma excelente marca e uma boa prova para dedicar à família do Jorge Miguel porque na passada sexta-feira faleceu a sobrinha dele e sei que estão a passar um momento difícil. Quero dedicar esta prova e este recorde nacional à Sofia e à família.”