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Exposição de Bordalo II em Lisboa teve perto de 27 mil visitantes

Cerca de 27 mil pessoas visitaram a exposição “Attero”, do artista português Bordalo II, que esteve patente de 04 de novembro até domingo, num armazém na zona de Xabregas, em Lisboa, anunciou esta segunda-feira a organização da mostra.

“A primeira grande exposição a solo de Bordalo II encerrou as portas no passado dia 03 de dezembro, domingo, depois de 27.000 pessoas a terem visitado ao longo de 22 tardes [‘Attero’ esteve patente de quarta-feira a domingo entre as 14:00 e as 20:00]”, refere a organização num comunicado hoje divulgado.

A afluência de público levou a que mostra encerrasse uma semana depois do previsto. Inicialmente deveria terminar a 26 de novembro, mas a organização decidiu prolongá-la até 03 de dezembro. Logo no primeiro fim de semana, a exposição foi visitada por mais de 3.200 pessoas, chegando a haver filas de espera de duas horas.

A organização destaca que “Attero” foi “visitada por inúmeras escolas de todo o país”, tendo recebido “alunos dos 03 aos 18 anos não só da Grande Lisboa mas também de outras zonas do país, e ainda de instituições de carácter social”.

“Attero” foi uma exposição retrospetiva, composta por trabalhos novos que são uma extensão das obras que Bordalo II tem criado em vários locais do mundo, na rua, com lixo.

Bordalo II – o primeiro era o avô, artista plástico Real Bordalo, que morreu em junho, aos 91 anos – começou pelo ‘graffiti’, que o preparou para o trabalho pelo qual se tornou conhecido: esculturas feitas com recurso a lixo e desperdícios.

Os trabalhos com recurso a desperdícios começaram como uma experiência. Inicialmente, recordou o artista em declarações à Lusa, gostou do efeito criado pela junção de embalagens, mas, mais do que isso, percebeu “o potencial que podia ter a utilização do lixo, não só a nível estético, mas a nível conceptual”.

No âmbito da exposição criou três peças na rua, que fazem parte da série “Big Trash Animals” (algo como Grandes Animais de Lixo): uma raposa na avenida 24 de Julho, um sapo na rua da Manutenção e um macaco no pátio do armazém onde esteve patente “Attero”.

Os trabalhos expostos em “Attero” foram feitos “com materiais totalmente diferentes daqueles utilizados na rua, porque podem ter um grau de detalhe muito diferente”.

No entanto, “há sempre uma relação, não só de escala mas do tipo de material utilizado”. “As peças que faço para dentro são quase como um complemento das peças que eu faço cá fora, por isso há uma relação entre uma coisa e outra”, explicou.

A mostra incluiu também várias atividades paralelas, como visitas guiadas e oficinas, com lotação esgotada, e a apresentação de um livro sobre o trabalho do artista.

As duas edições de “Bordalo II 2011-2017” esgotaram, mas será disponibilizada uma nova edição no final de janeiro, podendo as reservas ser feitas através de  email.