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Embaixador considera que português é língua de futuro no Senegal

O embaixador de Portugal no Senegal, Paulo Nascimento, defendeu em Ziguinchor que o português é língua do passado, do presente e do futuro daquele país. Paulo Nascimento falava aos jornalistas após inaugurar o primeiro centro de língua portuguesa na região da Casamança, no sul do Senegal, e que faz fronteira com o norte da Guiné-Bissau.

Financiado pelo governo português e construído de raiz para servir sobretudo os alunos da Universidade Assane Seck, Paulo Nascimento assinalou que o centro hoje inaugurado em Ziguinchor, o segundo no Senegal, é a resposta de Lisboa ao interesse e importância do português no território senegalês.

O diplomata destacou que atualmente mais de 45 mil alunos senegaleses estudam o português em todos os níveis do ensino e desde 2015 que se vinha a exigir a abertura de um centro em Ziguinchor, capital de uma província que cobre três regiões do Senegal.

Existem cerca de 60 professores do português no circuito académico de Ziguinchor, mas Oumar Diatta, professor do português num dos liceus da região acredita que serão “muito mais” em toda a região.

Casamança é uma região vizinha da Guiné-Bissau, país com o qual Portugal tem “uma relação particular”. O embaixador Paulo Nascimento destaca ainda o facto de o centro inaugurado representar “um novo passo” na cooperação entre Portugal e o Senegal.

O diplomata afirmou que a língua de Camões, que aportou na Casamança há mais de 500 anos, é ensinada atualmente nas 14 regiões do Senegal e admitiu a possibilidade de mais centros serem abertos noutras localidades, dependendo da procura das universidades.

Paulo Nascimento espera ver concretizada “brevemente” uma visita de vários académicos senegaleses a Portugal, acompanhados de um membro do governo de Dacar.

Para já defendeu que o centro hoje inaugurado, com música e danças tradicionais da Casamança e da Guiné-Bissau, resulta do “entusiasmo e a persistência” dos professores de português em Ziguinchor e ainda do representante do Camões naquele país francófono, José Horta.