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Diplomatas não gostaram de elogios de Marcelo aos irmãos Sobral

Os elogios que Marcelo Rebelo de Sousa fez a Luísa e Salvador Sobral, quando os condecorou com o grau de comendadores da Ordem de Mérito no passado mês de Abril, revoltaram os diplomatas portugueses que protestaram, numa carta enviada para Belém.

A Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses endereçou ao Presidente da República um “protesto raro”, sublinha o jornal Público, lembrando a habitual unanimidade em torno de Marcelo Rebelo de Sousa.

Este protesto terá sido assinalado numa carta enviada ao Presidente a 27 de abril, ou seja, quatro dias depois da cerimónia de condecoração de Luísa e Salvador Sobral com o grau de comendadores da Ordem de Mérito que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O Público revela na edição desta sexta-feira o teor dessa carta, notando que os diplomatas não gostaram de ouvir Marcelo a dizer que os irmãos Sobral são “embaixadores mais qualificados e mais eficientes do que a generalidade da nossa diplomacia”.

“Não posso deixar de lamentar as declarações proferidas por Vossa Excelência a propósito da ‘generalidade da nossa diplomacia’ que colocam em causa a competência e profissionalismo de toda uma carreira especial do Estado, denegrindo a sua imagem e, como tal, a própria credibilidade das instituições públicas”, constata, nesta carta, o presidente do conselho diretivo da ASDP, o embaixador João Ramos Pinto, conforme transcreve o Público.

Elogiando o “êxito singular” da canção “Amar Pelos Dois”, que venceu o Festival da Eurovisão do ano passado, Marcelo referiu que os irmãos Sobral são, “na prática, embaixadores de Portugal”, “por mérito próprio”, devido ao seu “talento e aplicação”.

Agora, em resposta ao protesto dos diplomatas, Marcelo refere, em nota ao Público, que não se sente “nada complexado pelo facto de haver personalidades da Cultura e do Desporto que em muito ultrapassam a projeção internacional do atual Presidente da República”.

“Não está, nem nunca esteve em causa, como tenho referido sempre, a excelência da nossa diplomacia. Mas a própria realização, neste momento, do Festival Eurovisão da Canção em Lisboa fala por si quanto à projeção alcançada por quem, pela sua qualificação e eficácia, projeta a imagem de Portugal no mundo“, refere ainda Marcelo.