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Costa em Angola à futrica

É assunto que me não mereceria interesse até porque quando mais se mexe na defecção mais ela fede. Mas de facto acordo a ler e ouvir meio mundo mais metade indignado com a indumentária com que António Costa se apresentou na visita de Estado a Angola.

Não pretendo dizer que acho normal – desde que se ande limpo é o que realmente importa, mas não defendo – além de pensar que há trajes mais apropriados para aquilo e aqueloutro, – que não deva apresentar-se com o tradicional fato e gravata, ou mesmo de fraque ou fato à formiga.

Isso mostra realmente a nossa posição por quem nos observa. Não me parece normal – mas não condenável – que uma médica se apresente no trabalho de calções pelas nalgas. E… este exemplo poderia ser escalpelizado com muitos outros.

Não me parece suma importância todo o mundo português escandalizado e a fazer uma corte de cavalos de batalha à falta do fato de António Costa. Até porque ainda não sei o que se aduz… se o Primeiro não terá tido oportunidade de “se mudar” depois do voo de horas.

Todavia, porém, não me parece que seja assunto de suma importância, assunto de estado. A importância reside nos negócios, na actividade, nos motivos e propósitos que levaram Costa à República Popular de Angola e nos seus frutos. (Reside, pensava eu. Se calhar já não reside).

Ademais acredito que os jeans de Costa sejam Levi`s Strauss. E isto tranquilizará muitos detractores.

Se este traje à futrica inquieta mais de meio mundo que aduz falta de respeito pelo país anfitrião, que diria a restante parte quando D. Assunção Cristas, enquanto ministra, mudava deliberadamente para “jeans e botas em visitas a bairros sociais – estou a citar a própria -, em visitas de trabalho no terreno”!

Que diremos de Rui Rio, líder do “partido amigo” da senhora Cristas, quando se apresenta em camisa, sem gravata e com as melenas atrás!

PCP – fujam, caraaagoo… Cai a trindade e o campo! (Por Conta Própria): – Há dias a presidenta do CDS PP – a principal opositora ao desgoverno de Costa, apresentou-se num programa da televisão pública de jeans e ténis, meia-meia, mai-la blusa-vermelha-super-prática vestida de deslumbramento. Deslumbramento e trejeitos e esgares com froquinhos, dona, mais os seus assessores de imagem, dos neologismos de esquerdas encostadas, esquerdas unidas e radicais. O caminho é o seu.

E translumbrada com tudo. E mais alguma coisa?

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)