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Brexit: embaixadora em Lisboa não comenta eleições

A embaixadora do Reino Unido em Portugal escusou-se a comentar os eventuais efeitos para o ‘Brexit’ de uma antecipação das legislativas britânicas, apesar de questionada nesse sentido no parlamento por deputados da Comissão de Assuntos Europeus.

A audição de Kirsty Hayes na comissão, sobre o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), estava marcada há algum tempo, mas os deputados aproveitaram a oportunidade do anúncio hoje da primeira-ministra britânica, Theresa May, de realização de eleições legislativas antecipadas a 8 de junho para questionar a embaixadora sobre o assunto.

A antecipação das eleições, que estavam previstas para 2020, terá ainda de ser aprovada por dois terços dos deputados na Câmara dos Comuns, mas os partidos da oposição já indicaram que aprovam a proposta de May.

A primeira-ministra britânica responsabilizou a oposição pela decisão de convocar eleições antecipadas, acusando os partidos de fazerem “jogos políticos” e de prejudicarem o Reino Unido nas negociações do ‘Brexit’.

“Espero que compreendam, não poderei especular sobre o resultado das eleições”, declarou Kirsty Hayes ao iniciar a sua intervenção na comissão.

Ainda assim a deputada do PSD Inês Domingos, o deputado do PS Vitalino Canas e o deputado de CDS Pedro Mota Soares questionaram a embaixadora britânica sobre o assunto, sem sucesso.

“Não sou uma política, sou uma funcionária pública” ou “mais uma vez, não posso especular sobre estas eleições” foram as respostas da diplomata.

Sobre o `Brexit`, Kristy Hayes reafirmou que o Reino Unido pretende um acordo com a UE que salvaguarde os direitos dos cidadãos europeus no país e os dos britânicos nos países do bloco, que ao nível do comércio livre seja “o mais abrangente e ambicioso possível”.

Londres quer “uma parceria estratégica que permita continuar a trabalhar em estreita colaboração com os parceiros” e uma “saída tão suave e ordenada quanto possível”, disse.

“Estamos confiantes”, adiantou.

Em relação aos portugueses que vivem no Reino Unido, que estimou em 300.000 pessoas, referiu que “têm contribuído muito” para o país, adiantando em resposta a perguntas dos deputados que as autoridades britânicas estão a tentar simplificar os processos de regularização da situação dos imigrantes.